Akira Club. Revisitando Neo-Tokyo de Kaneda e Tetsuo.


O artbook que o Dissidência Pop vai apresentar aos seu caros leitores é algo que muito provavelmente vai mexer com a maioria de vocês, o artbook de Akira, o clássico cyberpunk de Katsuhiro Otomo de 1988. Difícil achar uma pessoa que nunca tenha ouvido falar de Akira. Mesmo que alguém nunca tenha assistido o filme, a fama de Akira ultrapassa quase todos os limites, sendo uma obra cultuada até mesmo fora do nicho otaku, sendo reconhecida a nível mundial.

Akira foi originalmente um mangá criado por Katsuhiro Otomo, e é considerado um clássico do estilo cyberpunk. O sucesso do mangá acabou dando origem a um longa-metragem de animação com o mesmo nome, lançada em 1988, que também tem roteiro e arte de Katsuhiro Otomo. Desde lá, Akira foi imortalizado no rol das grandes animações japonesas, mesmo que muitos ainda questionem a qualidade da obra em questão de enredo e outros elementos. O fato é que Akira se tornou referência quando o assunto é cyberpunk, além de ter servido muito bem para popularizar as animações japoneses ao redor do mundo.

O artbook reúne material tanto da animação de 1988 como do mangá publicado de 1982 até 1990. Destaco que o mangá é bastante diferente da animação e abrange muito mais conteúdo que não teve como ser adaptado no filme. O mangá seria uma versão mais completa de Akira, já que se aprofunda muito mais no mundo distópico e pós-apocalíptico de Neo-Tokyo. De qualquer forma, tanto a animação como mangá são memoráveis para os fãs de Akira e de Katsuhiro Otomo.

O artbook se chama Akira Club, isso mesmo, Clube Akira. Publicado originalmente em 1995, sete anos depois do lançamento oficial do filme. Akira Club foi o primeiro livro dedicado extensivamente ao material gráfico de Akira do Katsuhiro Otomo, contendo uma grande série de ilustrações das fontes mais diversas possíveis, desde fantásticas páginas originais para o mangá que nunca foram utilizadas no material final, como também posteres, material publicitário em geral, tal como capas de revista, banners, até mesmo uma máquina de pinball, entre outros.

Também compõe o artbook vários desenhos preliminares de Akira, material que não foi usado no filme e sketches em geral. Em muitas imagens o próprio Katsuhiro Otomo escreveu um pouco sobre a dificuldade de animar algumas partes complexas do filme, bem como lugares e desenhos que serviram como fonte de inspiração para o desenvolvimento de Akira. Nem é preciso dizer muita coisa sobre a arte de Katsuhiro Otomo, que é algo fantástico que fala por si só. Assim, como não há mais o que falar, quero que aproveitem este artbook e não deixem de comentar o que acharam.