sábado, 23 de setembro de 2017

Inuyasha: racismo, mestiçagem e identidade

Quando pensamos em Inuyasha nos vem a mente aquele anime nostálgico, fofinho com romance e muita amizade... Mas e se sua trama fosse uma grande metáfora?

Inuyasha já é um anime muito antigo nos "círculos nerds" brasileiros. Baseado no mangá de Rumiko Takahashi, foi exibido no Japão entre 2000 e 2004 e compreende 167 episódios. Um clássico, sem dúvidas, desde sua exibição na antiga Toonami lá por volta do início do século. Compara-se muito sua qualidade com outros animes igualmente populares no Brasil como Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco, etc. Eu prefiro Inuyasha por mesclar as lutas com romance. Mas não vai ser esse o debate central aqui. A discussão aqui será: o que uma animação japonesa do início do século XXI pode nos ajudar a entender sobre um debate feito no Brasil na década de 20 e 30 do século passado? 

domingo, 17 de setembro de 2017

Daidai wa, Hantoumei ni Nidone suru - A normalidade do extraordinário.


Daidai wa, Hantoumei ni Nidone suru não é apenas um mangá bizarro pelo nome nada usual, que pode ser traduzido como "Laranja Amarga, Translúcida ela Volta a Dormir", ele é estranho por si mesmo, como todas as obras do mangaká Youichi Abe. Se você se interessa por humor negro, vida marinha alienígena, drama escolar em uma pequena cidade pesqueira, tudo unido por uma série de one-shots interconectadas, acrescidas de uma arte diferenciada e um mundo muito non-sense, Dadai wa é uma boa pedida.

sábado, 9 de setembro de 2017

Speed Grapher: o dinheiro tem cheiro de sangue

Vê essas notas voando? Elas não estão aí à toa... É por aí que vai o enredo de Speed Grapher

"Sangue, suor e lágrimas", diz um. "Esse é o cheiro do dinheiro", responde outro [1]. Isso resume bem apropriadamente muito das discussões que Speed Grapher vai fazer. Mas, não, sangue, suor e lágrimas não são do esforço pelo qual alguém obtém dinheiro. Afinal, não é assim que nenhum dos personagens do anime enriqueceu. O sangue é das mortes; o suor é do sofrimento alheio; e as lágrimas são dos que viram seus queridos serem mortos por dinheiro. Com 24 episódios, o anime, lançado em 2005, foge um pouco do convencional pelo seu tema e nos leva a uma reflexão sobre dinheiro, poder e capitalismo.


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Hinata Takeda - Uma homenagem póstuma.



Como é habitual no Dissidência Pop, volta e meia eu posto ilustrações dos mais variados mangakás e artistas gráficos. Desta vez apresentarei um pouco do trabalho do artista Hinata Takeda, mais famoso pela arte da série de novels Gosick, e por consequência, character designer do anime homônimo. É uma pena ter que comentar isto, mas, para quem não soube, Hinata Takeda, por um acaso do destino, veio a falecer em janeiro de 2017 de uma enferminade não divulgada. Assim, além de apresentar um pouco do trabalho deste que foi um desenhista multo talentoso, este post servirá como forma de homenagem a este mangaká que teve sua carreira interrompida prematuramente.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Metropia: alienação e dominação em uma Europa distópica


Hoje o Dissidência Pop irá analisar o filme Metropia, produzido em 2009 por uma equipe composta por suecos, dinamarqueses e noruegueses, tendo sido dirigido por Tarik Saleh. Embora poucas pessoas já o tenham assistido, posso garantir que aqueles que o fizeram lembram-se da arte excêntrica deste, com destaque para seus personagens, os quais foram animados com uma técnica bastante incomum. 

sábado, 19 de agosto de 2017

Bate-papo sobre a pirataria.


A pirataria é sempre um tema que uma hora ou outra aparece por aí e sempre há gente comentando sobre, especialmente entre os blogs animísticos, visto que as indústrias do anime e do mangá estão fortemente relacionadas à pirataria, seja desde o mangá que você lê na internet até o cosplay que você faz para ir num evento. Assim, chegou a vez de mim, Gato de Ulthar, conjuntamente com outros dois colegas blogueiros, o Diego do É só um Desenho e o Vinicius Marino do Finis Geekis conversarmos um pouco sobre o tema da pirataria, e o resultado deste bate-papo está logo abaixo.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ponko Of The Stars And Reiko Of The Tofu Shop. Muito cuidado com as aparências.



Ao olhar o título deste mangá e a foto de capa, é possível que você pense que Ponko Of The Stars And Reiko Of The Tofu Shop se trate de um mangá infantil, dos muitos os quais os protagonistas encontram criaturas fofinhas e vivem diversas aventuras com o poder da amizade. Mas nem tudo é o que parece. Depois de nos acostumarmos em não confiar em qualquer ser bonitinho que aparece por aí (vide Puella Magi Madoka Magica), esse tipo de narrativa "engana-trouxa" que rompe com as expectativas não é mais uma novidade. Entretanto, mesmo neste nicho há espaço para criatividade, como no caso de Ponko Of The Stars And Reiko Of The Tofu Shop.

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